quinta-feira, 19 de abril de 2012


Operacionalização do Projeto

O Projeto, inicialmente em seu planejamento (sua operacionalização) trifurca-se em planos de operacionalização das atividades pedagógicas, durante o primeiro semestre do ano (inicialmente).
Delineamos as atividades pedagógicas obedecendo os pressupostos de uma ação educativa reflexiva.
A prática pedagógica reflexiva tem como característica principal o não rompimento com a unidade entre a teoria e a pratica, propiciando um caráter criador à prática social que define e orienta a ação pedagógica, com uma proposta de criar e produzir mudança, para fazer surgir uma nova realidade material e humana qualitativamente diferente. Essa prática nos permitiu a atuação a atuação aluno/professor com um objetivo comum.
Esse artigo não pretende abranger todas as etapas do trabalho realizadas, do projeto: “Monteiro Lobato e os Temas transversais” em todas as suas interfaces, visto que o mesmo ainda continuará sendo utilizado na instituição.
Os apontamentos que seguem objetivam resgatar aspectos significativos tratados em relação ao tema do projeto.
Ao aprofundarmos o estudo das obras do referido autor percebemos uma sintonia entre o modo de pensar dos educadores envolvidos no projeto e o escritor, visto que consideramos que o ato de ensinar exige intervenção no mundo, o que pressupõe educadores situados no contexto sócio-histórico e cultural e percebemos que isso acontecia com o escritor Monteiro Lobato, sua obra é engajada aos processos históricos culturais de sua época e também com a mente de um visionário, muitos anos além de sua época.
Considerando que o professor deve ser crítico e reflexivo percebe-se que ninguém foi tão crítico e reflexivo quanto Lobato.
Procuramos enfrentar os desafios da prática docente reflexiva utilizando situações do dia-a-dia profissional, conforme nos relata Cristiane Teixeira (2006), em seu artigo Ressignificação da Identidade do professor na formação docente e também Pimenta e Lima (2004) afirmam que a prática docente é essencialmente social e o trabalho dos educadores é uma forma de intervir nessa realidade social.
As mesmas autoras (2004, p. 48) destacam que:
“... valorizando a experiência e a reflexão na experiência [...] Schön propõe uma formação baseada numa epistemologia da prática, ou seja, na valorização da prática profissional com momento de construção de conhecimento para meio de reflexão, análise e poblematização dessa prática e a consideração do conhecimento tácito, presente nas soluções que os profissionais encontram na prática”.
Analisando a citação das autoras percebemos a importância da pesquisa de campo que nos levou a visitar a Escola Batista Pedras Vivas, refletir com os educadores e elaborar um projeto pedagógico “Monteiro Lobato e os Temas Transversais”. Conhecendo o escritor.
Inicialmente ficamos impressionados com a biografia do supracitado autor, a saber:
Nos causou espanto o quanto Lobato influenciou as pessoas de sua geração e ainda influencia as gerações contemporâneas.
Entre os “filhos de Lobato”, segundo o professor J. Roberto Whitaker Penteado, estão políticos, artistas, empresários, profissionais liberais, professores e inúmeros outros profissionais, pessoas que entre as décadas de 30 e 50 mergulharam no reino encantado de Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia e Dona Benta e até contemporaneamente gerações que se formam lendo e estudando geografia, história, matemática, língua portuguesa nas narrativas de Lobato que são reeditadas constantemente.
Para demonstrar a influencia de lobato sobre as pessoas de sua geração, Penteado promoveu um estudo inédito no país, que teve como base levantamento encomendados a institutos de pesquisa e uma pesquisa (a qual lemos), feita pessoalmente com cerca de sessenta pessoas de destaque na sociedade como o governador do Rio, Marcelo Alencar, o jornalista Sérgio Cabral, a escritora Marina Calassanti o embaixador Roberto de Abreu Sodré, etc. um levantamento do IBOPE em 1986, no Rio de Janeiro e São Paulo, com pessoas de mais de 40 anos, apontou que setenta por cento dos entrevistados com educação superior havia lido Monteiro Lobato.
Foi considerando exposto anteriormente que optamos pelo escritor para criarmos um projeto pedagógico que visava além de desenvolver nas crianças o gosto pela leitura, evitar o analfabetismo funcional mencionado por Paulo Freire, mas principalmente desenvolver o raciocínio lógico dos alunos, promovendo a educação crítica e reflexiva.
As obras de Lobato, além de serem críticas e reflexivas, nos apresentam grande número de mensagens e conceitos de caráter ético-ideológico e percebe-se que sua literatura contribuiu, entre outras coisas, para o desenvolvimento da curiosidade, da criatividade, do espírito crítico e da negação da autoridade repressora.





Somos feitos de tempo?

A preservação da memória histórica e escolar, bem como a reconstituição do passado exige de todos nós, em especial, os educadores a tarefa de estimular e implementar a realização de estudos e pesquisas sobre a história da educação brasileira e estabelecer uma analogia com o cenário europeu que deu origem à educação escolar no Brasil. O contexto mundial e até mesmo o que se deu ao substituir a educação difusa de nossas tribos indígenas e, posteriormente, africanas.
Torna-se importante realizar a coleta de dados e informações sobre a Reforma Protestante e a Contra Reforma Católica para que possamos analisar o contexto em que se deu a implantação da educação escolar no Brasil.
Os estudos realizados pela equipe no sentido de resgatar e registrar a “Memória da Educação Escolar no Brasil” iniciaram-se pelo resgate da história pessoal de cada membro da referida equipe, a história escolar (acadêmica) e até mesmo profissional, no caso das pessoas que já atuam na área da educação escolar.
Para valorizar o aprendizado e para que pudéssemos nos incluir na pesquisa, após a realização do nosso memorial, visitamos instituições educacionais de nossa cidade e escolhemos aquela que nos pareceu significativa pelos pressupostos pedagógicos e epistemológicos nos quais acreditamos serem legítimos.
A linha do tempo estabelecida por nós uniu nossas histórias da educação escolar à história da escola que pesquisamos dada sua representatividade no contexto da sociedade em que vivemos.
Após a realização das etapas supracitadas realizamos um trabalho de pesquisa bibliográfica, visto que, a memória da humanidade e é conservada nos arquivos da história. As origens da sociedade, a evolução dos povos antigos, sua cultura e sua educação comparada que define-se como o estudo dos sistemas educacionais peculiares a cada cultura. A educação comparada pode contribuir para o planejamento da educação no futuro (educação prospectiva), oferecendo soluções aos problemas de cada país, em especial, o nosso, que nos interessa.
Em nossos estudos identificamos que existem organismos internacionais que se ocupam desse tema, como a UNESCO, o Conselho Mundial de Educação Comparada (com sede em Genebra) e o Departamento de Educação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Considerando que somos feitos de tempo cabe-nos relatar no memorial a história da educação no Brasil desde a chegada dos padres jesuítas em 1549 (período colonial), passando pela educação do tempo de D. João VI (Império, República Velha, República Populista, Período Autoritário e Redemocratização). Desde a expulsão dos jesuítas (1759), a transferência da corte portuguesa para o Brasil quando a educação da colônia passou por um período de desagregação e decadência. O relato destaca os registros dos primeiros e mais significativos estabelecimentos fundados à época da Colônia, Império e República do Brasil.
Destacamos oportunamente a importância da Pedagogia e da Didática e uma reflexão sistemática sobre as práticas pedagógicas realizadas em nosso país até o período contemporâneo. O processo de ensino-aprendizagem, até então realizados e as suas influências e interferências de outros povos em nosso processo educacional.
Dado que a didática e seus ensinamentos contribuíram para transformar a prática pedagógica da escola por desenvolver a compreensão e a articulação dos saberes, dos conteúdos estudados tivemos a clareza de seus reflexos nas práticas social.
A ação consciente e intencional dos educadores no processo de formação humana, foi discutida pela equipe a partir de nossas próprias experiências como estudantes, da análise dos dados coletados na escola em que visitamos, do relato de alguns colegas que já estão trabalhando em sala de aula e tivemos a oportunidade de refletir a cerca de objetivos sociopolíticos e pedagógicos presente nas práticas educativas.
Considerando que nenhum processo educacional, nenhuma teoria ou método educativo é neutro, torna-se imprescindível que o professor conheça sua história de vida, a história da sociedade em que vive, a cultura educacional e os caminhos percorridos pela educação escolar no Brasil, comparando-os com outros contextos, podendo assim, se posicionar crítica e reflexivamente diante da sua prática e na sua metodologia com a consciência plena dos valores e dos alicerces presentes na educação que têm como objetivos o pleno desenvolvimento da personalidade humana e o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.
Com espírito de renovação e de aperfeiçoamento, todos da equipe, imbuídos do mais sincero interesse profissional em conhecer, debater e agregar experiências para compreender e aplicar em nossas salas de aula, o conhecimento teórico e prático acumulados sobre o tema.
Concluímos que em educação o fundamental não é a separação de cognição e sentimento, é como mobilizar, sem separar. Qualquer tentativa de separar é um equívoco, que não leva absolutamente a lugar nenhum. Cabe-nos buscar o desenvolvimento integral como pessoa, estudando, visto que, fazemos parte desta história e somos feitos de história. A história edifica nossos conhecimentos e amplia nossos horizontes.
Por outro lado entendemos que não (que) basta termos vontade de realizar projetos, pois, precisamos colocar o conhecimento a serviço dos projetos, das pessoas inteiras.
Resta-nos utilizar os conhecimentos adquiridos, mas também termos a sensibilidade de que podemos dar novos rumos à educação escolar no Brasil.
É como diz o poema de T. S. Eliott, escrito em 1920.
“... onde está a vida que nós perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que nós perdemos na informação?”













Histórico da Escola Batista Pedras Vivas

A Escola Batista Pedras Vivas comemorou, dia 12 de Fevereiro, 16 anos com a celebração de mais um ano de vida, existe nostalgia, pois, não se pode esquecer uma trajetória educacional tão exaustiva e gratificante.
A Escola Batista Pedras Vivas foi documentalmente fundada no dia 30 de Junho do ano de 1995, pela sua diretora de implantação Alvinéa Peixoto dos Santos, por sua diretora geral Ediane Ferreira de Castro Cavalcante e pelas coordenadoras: Ana Cristina Borges dos Santos e Ivone Macêdo de Avelar Moraes. A Escola Batista Pedras Vivas passou a existir oficialmente no dia 12 de fevereiro de 1996, quando iniciou suas aulas no turno vespertino com 12 alunos atendendo de clientela de maternal e pré-escola (jardim 1 e 2).
A Escola Batista Pedras Vivas recebeu este nome fundamentada na palavra de Deus que diz: “Chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas sois edificados como casa espiritual”, 1ª Pedro 2: 4-5
“Somos pedras vivas construindo saber e ampliando o conhecimento”.
A Escola Batista Pedras Vivas no decorrer dos anos foi ampliando os horizontes, oferecendo Educação Infantis (maternal, jardim 1 e 2) e Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) de acordo com a lei nº 11.274, de 6 de Fevereiro de 2009 dispondo sobre a duração do Ensino Fundamental para 9 anos no turno vespertino.
A Escola Batista Pedras Vivas conta com educadores especializados e com um Projeto Educacional aprovado por unanimidade pelo Conselho de Educação do Distrito Federal.
Embora possua um espaço físico limitado, possui uma Proposta Pedagógica arrojada e é incontestável um ponto de referencia para outros estabelecimentos de ensino por ser uma escola de vanguarda e por apresentar resultados significativos por parte dos alunos. Conhecida principalmente por sua tradicional educação cristã, pois seu quadro de professores e alunos se destaca pela formação de valores éticos, solidários e promotores da paz.
“Queremos a alegria de nossas crianças no cotidiano escolar e um mundo onde as crianças que são as preferidas de Deus, possam viver e se colocar em harmonia e paz. Um mundo seguro em que as famílias sejam alicerces, e desta forma segura e feliz para toda sociedade”.
Ao completarmos 16 anos de funcionamento ininterruptos, conseguimos mais uma vitória entre tantas que Deus têm nos agraciado, a aprovação para o funcionamento do 6º ao 9º ano a partir do ano de 2012. É com, imensa alegria e agradecidos ao Senhor por tantas bênçãos derramadas e a grande oportunidade de colaborarmos com os pais ministrando uma educação cristã centrada em valores morais e fundamentalmente sólidos dentro dos preceitos bíblicos.
Nesses 16 anos de existência afirmamos que somos “Pedras Vivas” em prol da educação alicerçada no amor e na capacidade humana e no desenvolvimento global do indivíduo.
A cidade de Sobradinho merece uma educação de qualidade que promova a dignidade da pessoa humana, este tem sido o esforço incessante e trabalho constante da Escola Batista Pedras Vivas.
Aqui moramos, educamos nossos filhos, edificamos nossas famílias, construímos o reino de Deus e fortalecemos os valores educacionais de nossos alunos com um convívio salutar intelectualmente elevado e feliz.
 Temos o privilégio de trabalhar educando crianças e jovens com ideais sólidos e saudáveis como os nossos e como acreditamos ser a vontade de Deus.

Sobradinho – DF, 12 de Fevereiro de 2012